Imagem capa -  Por que gostamos de fazer retratos de famílias? por Leão Studio Serviços Fotográfico
Amor a fotografia

Por que gostamos de fazer retratos de famílias?

Sou Flávio Leão, fotografo de família, gestante e criança. 

Nosso primeiro vídeo do IGTV serviu para abrir o canal falando sobre o nosso "POR QUE" na fotografia de família.  Por que fotografamos famílias? 

No mês de fevereiro de 2019, mandamos um vídeo para @somosmaesdeprimeiraviagem, um perfil do instagram muito bacana, que fala sobre as experiências de mães em sua primeira gestação, vale a pena seguir. O vídeo mostrava o nascimento da Mariana, nossa filha.  

Quando a gente viu esse vídeo "caiu a ficha". Bingo! Este vídeo conta a história do nosso "POR QUE".

Começamos muito lá atrás (12 anos aproximadamente) fotografando produtos para designer gráfico e também casamento. E eu sempre gostei de criança, mas não tinha um contato muito grande de abraçar, brincar com elas na época que fotografava casamento. Até porque não tinha filhos, e os filhos dos amigos eu achava bonitinho mas não tinha intimidade para brincar, pegar no colo e fazer carinho. Com bebês mais novinhos eu ficava com receio de pegar, porque os bebês tem os corpos mais delicados, achava tudo muito mole e não sabia pegar uma criança. E isso me limitava de um jeito absurdo.

Para resumir, na hora que assistimos o vídeo do nascimento da Mariana, que foi um bebê prematuro de 27 semanas, percebi o quanto ela nos deu direção para as nossas vidas.

A direção em todos os sentidos, como o amor, o carinho, enfim, ela também influenciou diretamente em nossa fotografia. 

 A Mariana quebrou toda a nossa dinâmica. Nós saímos da fotografia de casamento e começamos a enxergar o mundo mágico das crianças e da família. 

Aquilo que eu não conseguia fazer: como segurar um bebê, eu comecei a segurar a Mariana ainda muito pequena. Ela ficou internada 3 meses na UTI Neonatal. Ela ficou entubada, com acesso, etc. Eu tinha que pegar de forma delicada e era a oportunidade que eu tinha. Eu pegava a Mariana após autorização dos médicos. Ali quebrou todos os meus paradigmas que eu não podia pegar um bebê. Essa situação mudou tudo. A Mariana pesava 1 kg, teve que fazer operação. Mas era o que nós tínhamos,  eramos muito gratos por aquele momento com nossa filha, em fazer canguru (técnica utilizadas nas UTI Neo com os bebês prematuros), por exemplo.

Enfim, hoje eu entendo que o nosso "POR QUE" de fotografar famílias e crianças?Tudo se conecta agora. O nascimento da nossa filha Mariana virou nossa chave.

Esse vídeo apresenta isso.  Então, só tenho a agradecer a minha filha Mari, pois foi o primeiro bebê que fotografei como newborn e de chegar até aqui como fotografo de família. Obrigado!